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sábado, 4 de outubro de 2008

A semente que veio da África (Resumo crítico) Por Miguel Bento

Este livro fala sobre a árvore baobá ou embondeiro ou ainda adansônia.

Logo no início, há um encarte que nos ensina a jogar o awalé, um jogo muito popular na África assim como o xadrez é aqui. Ele é muito interessante e requer muito raciocínio.

No primeiro capítulo, é contada a história de duas sementes que conhecem novos lugares e se fixaram em um, criando duas árvores.

No segundo capítulo, é contada uma lenda oriunda da Costa do Marfim, sobre uma semente.

Ela diz que no início, primeiro o Criador fez o baobá, e depois continuou a fazer as outras coisas. Mas o baobá reclamava dizendo que era muito feio, não tinha muitas folhas ou perfume, e vivia incomodando o Criador, e ele não tinha mais tempo para nada. Ele dizia que o baobá era perfeito, mas o baobá negava. Até que um dia o Criador se irritou e plantou o baobá de ponta-cabeça. Isso explica a sua forma, parece que as raízes estão no alto da copa. Sobre esta parte, eu achei que realmente o Criador precisava tomar uma providência, mas não tão severa assim.

Ainda neste capítulo, o autor fala um pouco sobre ele e o baobá. Ele conta que nasceu em uma cidade grande, Abidjan, capital da Costa do Marfim. Porém, ele sempre ia para as tribos de seus avós para deixar vivas as suas raízes. Isso me faz lembrar daquela fraza de Léon Tolstói: "Se queres ser um ser universal, canta a tua aldeia". O autor diz que a aldeia do seu avô Valentin ficava no meio da floresta, e ele tinha de percorrer um bom caminho a pé. Mas não era cansativa, pois a beleza era tanta que distraía a fadiga. Ele diz que lá, para cada coisa a uma lenda, um porquê daquilo. Ele também ia para a aldeia de sua vó, a beira do mar, onde se plantava o que comia. Lá, eles ficavam horas sentados no baobá, contando histórias e fazendo preces. Segundo a avó do autor, aquela árvore eleva as preces ao além.
Achei a atitude do autor boa, visitando as aldeias de seus avós e revivendo a sua cultura. Com certeza, ele é um ser universal!

No terceiro capítulo, outra pessoa fala uma karingana ua karingana (lenda) de vinda de Moçambique sobre a outra semente. Achei excelente a frase no início do capítulo: "A sabedoria é como o tronco de um embondeiro. Uma pessoa sozinha não consegue abraçá-lo". (LIMA, Heloísa Pires. A semente que veio da África. São Paulo: Salamandra, 2005, p.25).

A lenda é sobre uma menina chamada Nyelete, que não conhcia muito os embondeiros. Em suas férias, ela foi visitar os seus avós, no campo. A sua avó a mostrou todo o "sítio", as plantações, os animais... E Nyelete ficava cada vez mais empolgada. Mas ela queria ver o luar, que os pais disseram que era fabuloso e que ela saberia o significado do nome dela. Mas, ao chegar a noite, não havia lua, só muitas estrelas. Então ela perguntou se lá não havia lua. A avó disse que havia sim, mas que agora estava acontecendo o Eclipse de Embondeiro. Ela explicou que naquela época do ano, os embondeiros cresciam muito e chegavam a inibir a iluminação lunar. Ela disse também que nessa época nascem lindas flores brancas que vivem pouco tempo, mas, ao invés de cair na terra quando morrem, elas vão para o céu e se transformam em estrelas. Então o avô entrou na conversa e disse que o céu de lá era diferente do da cidade por que havia várias Nyeletes. Então Nyelete descobriu que seu nome significava estrela! Então Nyelete quis saber mais sobre esta árvore tão especial, e seus avós foram contando várias histórias.

Na minha opinião, esta karingana ua karingana e muito boa e interessante.

Na outra parte do capítulo, o autor fala um pouco sobre ele, explicou o seu nome, etc.

No outro capítulo, são faladas outras informações sobre o baobá.

É dito que ela tem vários nomes: baobá, embondeiro e adansônia. Baobá e embondeiro são nomes criados pelos africanos, mas adansônia é em homenagem a Michel Adanson, um naturalista francês, que fez um relatório completo sobre a árvore em uma de suas viagens a África. Do baobá tudo se aproveita: suas sementes podem ser ingeridas cruas, torradas ou em um mingau. Também pode-se fazer uma bebida semelhante ao café. As sementes possuem uma espécie de óleo usado na fabricação de sabão artesanal, e suas propriedades cosméticas estão sendo estudadas. Os frutos são cabaças, que são usadas para fazer tabuleiros de awalé. A polpa tem 6 vezes mais vitamina C do que a laranja, e dela pode-se fazer dos mais variados remédios e até queijo. Se usada a técnica certa, conhecida por poucos sábios africanos, seu suco pode ser usado para neutralizar alguns venenos. Quando ela morre, ela cai como se fosse uma implosão, deixando muitas cordas e fibras que podem ser usadas para muitas coisas. Se você atear fogo no baobá ou cortá-lo, ele não morre. A única forma de matar um baobá e arrancando-o pela raiz, coisa que só uma manada de elefantes consegue. Mas depois os elefantes a devoram inteirinha. Se um leão estiver fugindo de um leão e subir em um embondeiro, está salvo. Quando o leão finca as unhas para escalá-lo, elas ficam presas e o leão não é capas de removê-las, morrendo ali mesmo. Seu tronco é como uma esponja: absorve toda a água que consegue e , nas secas, em último caso, os africanos cortam os galhos e tiram um pouco da água.

Gostei muito desse livro, fala de lendas africanas muito boas e nos faz conhecer sobre o baobá, esta árvore tão exótica.

TRABALHO DE MIGUEL ROCHA BENTO "Bentech"

5 comentários:

Gabriel Costa Rodrigues disse...

você sabe resumir...

Miguel Bento disse...

tá, mas é bem menor do que o livro inteiro, né!

estevao pozzi disse...

Ff

estevao pozzi disse...

Ff

Marcos Felipe disse...

Vou ter prova desse livro amanhã e perdi o meu então acho que isso pode me ajudar bastante na prova