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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Àgata g.k.s

A África antiga

A ONU criou o IDH que é um índice que mostra o desenvolvimento humano, com o objetivo de medir a qualidade de vida. Ele usa como material a renda per capita, a longevidade, acesso a saúde, escolarização e outros. Ele vai de 0,0 a 1.000.
No levantamento mostrado em 2004, foram avaliadas 177 nações. Entre elas as 19 piores eram da África.
O país africano pior colocado é Serra Leoa e o mais bem colocado é Seichelles, como trigésimo quinto. Seichelles tem como principal renda o turismo, além de ser um paraíso fiscal.
Com esses resultados podemos ver as péssimas condições que a África apresenta hoje.
Estudos comprovam que existem pelo menos duas Áfricas, uma delas no Egito e a outra é a subsaariana que se desenvolveu ao sul do deserto do Saara.
Na África a história contada sobre a humanidade é mais longa do que a história de qualquer outro continente, pois os primeiros hominídeos apareceram lá por volta de 4 milhões de anos e viverem nas regiões oriental e meridional. Algumas comunidades foram para outros lugares como na Mesopotâmia e na Europa e outras ficaram ali mesmo.
Os povos do Egito tiveram mais facilidade para o desenvolvimento da agricultura e pecuária por causa do Rio Nilo, mas em outras comunidades o desenvolvimento teve poucos resultados.
Nesse mesmo tempo muitos povos resolveram se sedentarizar e com isso começar a construir casas, plantar arroz, trigo e outros cereais e a criar carneiros, cabras e gados para comer. Isso gerou o aumento de habitantes.
Para praticar comércio era bem difícil, pois era uma região montanhosa, alagadiça e desértica. Então os africanos perceberam que precisavam de animais que se adaptassem a diferentes situações. Primeiro tentaram bois, depois cavalos e após usaram os camelos. Esse animal era a melhor escolha que eles já tinham feito, pois ele se adaptava a qualquer condição, além disso, poderia ficar por muito tempo sem água, era muito fácil de ser domesticado, passava calmamente pelo deserto do Saara. Sendo assim se espalharam rapidamente pela África. Desde então os camelos começaram a ser usados também como produto para ser vendido.
Mesmo assim, o desenvolvimento da população não foi tão grande por causa da existência da mosca chamada Tsé-tsé na região que transmitia uma doença que podia acabar com populações de camelos, bovinos ou até cavalos.
A África, por ser um continente muito grande, possuía diversas religiões. Pela proximidade com a Europa e a Ásia o judaísmo influenciou significativamente. O cristianismo e o islamismo também apareceram bastante na África, sendo que o cristianismo passou logo a ser a religião dominante no Império de Axum e o Império Islâmico conquistou todo o norte da África e o deserto do Saara.
Na África meridional e também na ocidental, há muitas outras religiões e crenças. Que vão se desenvolvendo ao percorrer do tempo. Tais religiões faziam “oferendas” a seus deuses, isso era chamado de totemismo ou animismo.
Na África antiga algumas sociedades começaram a se tornar mais importantes, por causo do PIB.
Entre 3.600 a.C e 1700 a. C a região da Núbia já esteve sob domínio do Egito, mas em 1700 a.C os núbios reconquistaram sua independência formavam um Estado forte na África, assim como o Egito, que se chamou “Império Kush” e teve oito reis.
Os núbios construíam sepulturas mais grandiosas que os egípcios, demonstrando seu poder.
No entanto, em 1500 a.C os egípcios retomaram sua postura dominante. Isso fez com que famílias aristocratas núbias se mudassem para a cidade de Napata. Lá, em 1100 os núbios fundaram o império Kush 2 e começaram a expandir suas fronteiras para o Sul.
Em 750 a.C invadiram o próprio Egito, mas foram expulsos pelos assírios.
A economia do segundo império foi inferior a do Egito, a agricultura apenas se desenvolvia as margens de rios (pouco navegáveis), e cataratas do Nilo. No comércio destacaram-se.
No sec. IV d.C, não havia mais registro desse império que provavelmente foi dominado pelo império Axum.
O povo cartaginês:
Entre os séc. VIII(8) e VII(7) a.C, os fenícios fundaram a cidade de Cartago, que mais adiante, se tornou independente em relação à Fenícia.
No séc. V a.C, o povo cartaginês atingiu seu auge em termos de território.
Cartago evitava os combates com gregos e romanos no mar, estendia seus domínios no norte da África e explorava as populações mais pobres recebendo ouro, prata e cobre em troca de artesanato. Além disso, essas populações deveriam fornecer soldados e tributos para Cartago conquistar mais terras e expandir sua frota naval.
A administração era composta por um rei, um conjunto de sufetes e um conselho de cem pessoas. Esses cargos eram escolhidos apenas pela aristocracia.
Sua principal fonte de economia era o comércio. Essa atividade era beneficiada pelos seus portos altamente desenvolvidos para facilitar as trocas.
Seu fim deu-se pelo enfrentamento com Roma.
A sociedade Axum:
Entre os sec. V a.C e IV a.C, um grupo de habitantes da Península arábica, fugindo do deserto, fundaram a cidade de Adúlis na costa do mar vermelho, na África e mais tarde, a cidade de Axum.
O enriquecimento desse reino foi através do comércio e deu condições para que eles conquistassem o império Kush.
Todo o tráfico romano era feito pelo mar vermelho, e dessa forma tinha que passar por Axum, por isso a cidade se transformou no centro comercial mais importante de chifres, rinocerontes e marfim.
Após a conquista do império Kush adotaram o cristianismo, como religião; o que prejudicou as relações com os povos vizinhos que praticavam outras religiões. A adoção do monoteísmo pode ter sido a causa da queda do seu império.

3 comentários:

Gabriel Costa Rodrigues disse...

demorou para falar algo do capitulo sobre a africa!

Miguel Bento disse...

Pior. Demorô.

Anônimo disse...

agui te adoro como sempre fazendo boas histórias bjs sua amiga giulia!